Quando alguém se dirige a você, dizendo: “Não esqueço aquilo que você me disse”, qual é a sensação que essa frase te trás? Quando ouvimos isso, é como se o nosso cérebro ativasse um sinal de alerta e ficamos aliviados se o que ouvirmos for uma colocação positiva.
Muitas vezes não nos damos conta de que tudo o que falamos impacta diretamente aqueles a quem nos dirigimos e tem grande influência sobre nós mesmos. Por isso, antes de dizer qualquer coisa, temos que estar certos do que queremos criar com a exposição desse assunto e escolher bem as palavras a usar, pois são elas que conduzem uma comunicação assertiva e sem arrependimentos.
Transmissão da mensagem
Quando não nos expressamos de maneira inteligível podemos dar brecha para intepretações divergentes, o que pode ser corrigido e explicado. Já quando dizemos algo de forma clara e precisa, mas que não gostaríamos de ter dito, isso se torna ainda mais sério, já que a pessoa a quem nos dirigimos já absorveu a informação, ou seja, uma vez ditas, as palavras não têm volta.
Podemos até mudar de opinião, pedir desculpas por ter dito algo desagradável ou tentar reverter uma situação resultante de algo que dissemos, mas a verdade é que a qualquer momento isso pode voltar à tona. O mais prudente seria não ter dito ou escolhido uma outra forma de passar a informação, pois existem várias possibilidades de se dizer a mesma coisa.
Como seria dedicar-se a dizer a palavra certa no momento certo? Conte com essas quatro dicas:
1. Medir o impacto que a palavra pode ter
Você pode até pensar em dizer algo, mas para perceber se é o que realmente vai trazer o resultado que você espera, você deve ter em mente o quanto essa mensagem pode impactar as pessoas que irão ter acesso a ela.
Para isso, você pode se perguntar: Se eu disser ‘tal coisa’, qual a probabilidade de quem ouviu passar a agir ‘de tal forma’?
2. Dizer a você mesmo o que pretende dizer ao outro
A interpretação de uma mensagem está a cargo do receptor, mas se colocar no lugar do outro e tentar sentir o mesmo que ele é válido, pois todas as palavras carregam juízos de valor e se as que você escolher lhes trouxerem um estado mental tranquilo, elas podem interferir de maneira positiva na interação com o outro.
3. Criar conversas construtivas
Na falta de assunto, muitas vezes são criados diálogos inoportunos, carregados de julgamentos sobre nós e os outros. Essas conversas em vão são as mais destrutíveis e podem ser facilmente substituídas.
Para isso, devemos buscar alimentar nossa mente com informações interessantes e prazerosas de serem compartilhadas, tanto nos meios de comunicação, como a partir da observação de iniciativas positivas.
4. Falar o necessário
Existem várias ocasiões em que é mais vantajoso ouvir do que falar. E quanto menos se fala, menor a chance de dizer algo errado na hora errada.
Todos sabemos que as palavras são reflexo daquilo que se pensa e se deseja e falar sem parar pode nos levar a expor pensamentos ou situações que não gostaríamos de compartilhar ou, ainda, a revelar uma mente agitada e sem foco.
Antes de falar algo é preciso avaliar, mesmo que de forma rápida, se sua opinião ou colocação é realmente necessária naquele momento.
Não importa se sua pretensão seja transmitir um conselho, prestar um esclarecimento, fazer um convite, expor um assunto ou passar uma informação, escolha com consciência a maneira que transmitirá essa mensagem, pois ela ficará ecoando na sua mente e de quem a ouvir, pois uma vez ditas, as palavras não têm volta.